segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vida em Liberdade

Vida em Liberdade
Pela vida damos graças
porque veio a nós pelo sopro
que é a síntese do vento
o símbolo da liberdade
pois corre por onde quer
no momento em que deseja
cavalga os ares sem fronteira
de um lado a outro deste planeta
sem precisar de passaporte
salvo conduto ou qualquer autorização.
E se a vida é filha do vento
deve ser livre como o pai
e se somos o invólucro da vida
não há sentido em se viver
a não ser se for pela liberdade.

18.06.2012

 Carlos Carvalho Cavalheiro (autor da poesia e da foto)

domingo, 17 de junho de 2012

Para as gerações "Toca, Raul" e "Toca Raul"

Reportagem publicada no jornal "Cruzeiro do Sul", de Sorocaba.
http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=395072


15/06/2012 |ESTREIA EM SOROCABA

Para as gerações 'Toca, Raul' e 'Toca Raul'

Andrea Alvesandrea.alves@jcruzeiro.com.br

Um dia ele sonhou ser escritor e, por ser apaixonado por cinema, chegou a falar que queria fazer filme em Hollywood. Mas o baiano acabou sendo mesmo um artista considerado o "Pai do Rock Brasileiro". O autêntico maluco beleza Raul Seixas - que "morreu de pé, sendo aplaudido por uma multidão de fãs", romantiza o músico Marcelo Nova, acompanhante de Raul na última turnê que fez pelo País - mantém-se vivo e, sim, chegou às telas do cinema. O documentário "Raul - O Início, O Fim e O Meio" estreia hoje em Sorocaba - até que enfim - e conta a trajetória do cantor e compositor por meio de depoimentos de ex-esposas, filhas, amigos, artistas e fãs de Raul. O filme será exibido diariamente, às 19h, no Cinespaço Villàggio Sorocaba, no Shopping Villággio.

Dirigido por Walter Carvalho e Leonardo Gudel, o filme começou a ser produzido em 2009, vinte anos após sua morte e apresenta Raul Seixas por meio de cenas, trechos de entrevistas e shows. Os depoimentos ficam por conta de quem conviveu com Raulzito e por personalidades que acompanhavam sua obra, seus ideias e ideais. Nelson Motta, Tom Zé, Caetano Veloso, entre outros, falam de passagens e das caraterísticas do homem que "respirava e provocava ao mesmo tempo" e que ainda "vomitava rock", como disse Pedro Bial . O inseparável amigo da juventude, dos tempos da idealização da sociedade alternativa, não podia ficar de fora: Paulo Coelho também revive e conta o passado ao falar mais sobre o cantor considerado polêmico pelo resto das pessoas que não compreendia e entendia alguém que pregava "faça o que tu queres, pois é tudo da lei".

A estreia do filme reforça o fato de que Raul arrastou e ainda arrasta uma legião de fãs que não só gostam de seu trabalho, mas se aprofundam em estudá-lo, tamanha sua riqueza de detalhes. O professor Carlos Carvalho Cavalheiro, ao se sentir órfão com a morte de Raul Seixas, chegou a fundar, com o amigo José Mário Ghiraldi, o fã-clube "Mosca na Sopa", que além de cultuar o roqueiro, fazia estudos sobre os diversos temas abordados em suas músicas. Carlos recorda que "naquela época, início dos anos 90, pululavam fãs-clubes de Raul Seixas e Marcelo Nova por todo o Brasil. Esse diferencial do nosso, que não era promover tietagem, mas compreender a obra do Raul. Durou um ano ou pouco mais".

Cavalheiro, que ainda não viu o filme, mas aguarda ansiosamente por esse momento, tem propriedade para dizer que fazer um documentário sobre Raul é entrar num terreno de complexidades visto a personalidade difícil de se decifrar. "Como ele mesmo dizia, uma verdadeira metamorfose ambulante. Não admitia rótulos criados, ironizava todos os rótulos. Basta ouvir o disco "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta: Sessão das Dez", em que trata com irreverência até o movimento hippie, muito presente na época. Como entender uma mente que misturava assuntos tão distintos e complexos como filosofia védica com magia de Crowley ou mitologia egípcia? Raul tinha uma erudição sobre diversos assuntos."

O próprio fã e pesquisador de Raul não lhe põe, assim como preferia o artista, o rótulo de pioneiro do rock no Brasil e explica o motivo. "Não vou por essa linha porque não acredito muito no termo pioneiro, no sentido de primeiro e único, em nada. Sempre acredito que tudo o que ocorre é resultado de uma soma de esforços e de inspirações. Mas Raul trouxe algo novo. Ele criou o rock brasileiro, no sentido de não produzir cópia do que se produzia nos Estados Unidos, mas misturar ritmos diversos, especialmente brasileiros, ao rock and roll. Ele conseguiu enxergar que havia uma relação sutil entre o baião e o rock, por exemplo."

Do tempo do 'Toca, Raul'

Num texto publicado em seu blog, o "Spartacus em prol da liberdade" (http://spartacusemproldaliberdade.blogspot.com.br/), por ocasião do lançamento do documentário, em março desse ano, Cavalheiro fala de seu privilégio de ter vivido o tempo de Raul e usa duas expressões simples que contextualizam o antes e depois de Seixas. Como diz o historiador, o tempo "Toca, Raul" e "Toca Raul". Cavalheiro conta que em 1989, o músico Marcelo Nova (que foi da banda "Camisa de Vênus") percebeu a necessidade de apoiar Raul e com ele gravou um disco e fez uma série de shows pelo Brasil. "Imagina a emoção ao saber que o show ocorreria também em Sorocaba. Eu tinha meus 17 anos e não vacilei nem um minuto". O show não estava lotado, rememora, mas todos que se encontravam lá estavam irmanados num só objetivo: ver Raul Seixas cantar. "O show começou com atraso. Marcelo Nova e a Envergadura Moral (sua banda) subiram ao palco. Não cantou mais que duas músicas e o público começou a berrar em uníssono: "Queremos o Raul!". Não teve jeito, ele foi chamado e o clube veio abaixo."

Depois de vivenciar a experiência que ele considera inigualável, Carlos praticamente se recusa a ver os covers do Raul. "Alguns anos depois do show, um amigo me convidou para ver Roberto Seixas. Não dava... para quem viu de perto Raul Seixas cantar, não há nada que possa substituir. Com todo o respeito ao trabalho sério do Roberto Seixas. Mas ele é para a geração "Toca Raul". Eu tive o prazer de ser da geração "Toca, Raul"".

Para o professor de história, Raul tinha o talento de misturar as coisas, de explicar o mais complexo tratado filosófico em palavras e termos simples, em buscar relações entre o real e o mitológico mundo imaginário. "Dom Quixote está ao lado de John Lennon e San Martin ou de Violeta Parra em citações feitas nas músicas de Raul. Era um artista que nos obrigava a pensar, a refletir, a buscar informações para melhor compreendê-lo. E uma coisa sensacional era que cada um de nós que encontrássemos uma informação - por exemplo, o que significava "Gitá" - passávamos a informação para outro. Essa troca era espetacular. Dificilmente haverá outro artista como ele. Agora, a obra que Raul Seixas deixou está aí e aumenta o número de pessoas que se interessam por ela. Prova disso é o próprio filme. Acontece que hoje somos obrigados a conviver com superexposição de letras que falam de égua pocotó a "ai, se te pego". Não dá para comparar, não é mesmo?".

Das repetências na escola ao posto de um dos maiores artistas da música brasileira

Raul Seixas nasceu em 28 de junho de 1945, em Salvador. Suas inúmeras repetências na escola tinham um motivo, segundo os professores da época: em vez de assistir aulas, ele ouvia rock and roll. Raul fundou, com um amigo, o Elvis Rock Club, o que já demonstrava parte de suas influências que ainda traziam diferentes artistas como Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Beatles, Led Zeppelin e muitas bandas e cantores que fizeram história. Declarava que não gostava da escola e adorava ler - tanta imaginação saia de sua cabeça que quando menino fez esboços de histórias e desenhos. O sonho de ser escritor o acompanhou por muitos anos. Chegou a passar no vestibular para os cursos de Direito, Filosofia e Psicologia, mas optou pela música.

Foi em 1973 que o álbum "Krig-ha, Bandolo!" chamou atenção da crítica. Raul lançou 21 discos. As 50 apresentações que fez pelo Brasil ao lado de Marcelo Nova resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida, o álbum "A Panela do Diabo", lançado no dia 22 de agosto de 1989. Raul Seixas foi encontrado morto em seu quarto, vítima de uma parada cardíaca, depois de muito sofrer com o alcoolismo, no dia 21 de agosto, uma dia antes do lançamento do LP.

Em 2007, a revista Rolling Stone divulgou uma lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira. O álbum "Krig-ha, Bandolo!", de 1973 aparece na 12ª posição e "Novo Aeon" ficou em 53º lugar. No ano seguinte, a publicação trouxe uma lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira e Raul Seixas aparece na 19ª posição.

sábado, 16 de junho de 2012

O direito de julgar


O debate sobre o direito à diversidade sexual invade o nosso cotidiano como um tsunami que, dado à sua natureza incontrolável, alcança os mais recônditos lugares e ambientes.
De um lado, aqueles que defendem o direito a usufruir de sua sexualidade da forma que melhor lhe aprouver ou do modo que mais lhe dê prazer. Do outro, políticos e religiosos (às vezes exercendo esse duplo papel) condenam as práticas consideradas imorais e abomináveis segundo interpretações teológicas.
Não vou entrar no mérito da discussão se esta ou aquela prática é pecaminosa. Conheci um casal que já faz isso com muito mais propriedade do que eu teria condições de fazer neste momento. Trata-se do casal Anderson e Rozana Madalena "Anja Arcanja", que possuem diversos textos publicados em diferentes sites e blogs por aí afora. Ex-evangélica, ex-muita coisa, Anja agora se dedica a publicar artigos teológicos e, também, contos e poemas eróticos.
Dito isto, quero levar esse debate para outro rumo. O do direito que tem o cristão de julgar aos outros. Será que esse é o papel que Deus e o Senhor Jesus Cristo delegou aos seus seguidores? Temos - aqueles que se consideram cristãos - o direito de julgar o comportamento alheio?
Muitos dizem que esse policiamento é apenas a defesa da fé e da moral cristã. Entendo que dentro dos templos a ideologia e a doutrina devam ser ministradas. Crê quem quer. Aceita quem assim acha correto. Está dentro de uma denominação aquele que se coaduna com os seus princípios e regras.
Porém, penso, ninguém tem o direito de obrigar, quem quer que seja, a seguir os mesmos preceitos. A liberdade de escolha foi dada primeiro por Deus. Somos livres para escolher.
Isso me lembra a passagem em que Jesus não foi recebido num povoado samaritano e, por isso, os discípulos Tiago e João disseram: "Queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?". Ao que Jesus respondeu que veio para salvar os homens e não destruí-los (Lc. 9:51 - 56). Jesus deixou que os samaritanos daquele vilarejo escolhessem recebê-lo ou não. Jesus não os condenou e nem os julgou.
Ao contrário, Jesus sempre nos alertou que NÃO deveríamos julgar os nossos semelhantes. Jesus mesmo disse: "Se alguém ouve as minhas palavras e não lhes obedece, eu não o julgo. Pois não vim para julgar o mundo mas para salvá-lo" (Jo. 12:47). Quando a mulher adúltera estava prestes a ser apedrejada, Jesus disse: Tudo bem... podem condená-la... aqueles que NÃO têm nenhum pecado. Qual foi o resultado? A mulher não foi condenada porque TODOS nós somos pecadores e não temos o direito de julgar (Jo. 8:3 - 11). E ainda nos advertiu: "Não julgueis para não serdes julgados, pois com a medida que medis serão vós medidos" (Mt. 7:1).
Não importa se o comportamento do outro, aos nossos olhos, é equivocado e pecaminoso. O que importa é que todos temos a liberdade, dada por Deus, de seguirmos aquilo que quisermos - mesmo que a Palavra nos condene no fim (Jo. 12:48) - e nem mesmo temos o direito de julgar o outro.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

Finalmente aprovada, em segundo turno, a PEC do Trabalho Escravo


Na noite de 22 de maio de 2012,  terça-feira, o Plenário da Câmara aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição 438/01, a PEC do Trabalho Escravo, a qual prevê a expropriação de imóveis rurais e urbanos onde a fiscalização encontrar exploração de trabalho escravo. Tais imóveis terão como destino a reforma agrária ou programas de habitação popular.
Desde o dia 31 de março de 2010 o Blog "Spartacus em prol da Liberdade" divulgou e fez campanha de coleta de assinaturas para o abaixo assinado em apoio à aprovação dessa PEC (Ver: http://spartacusemproldaliberdade.blogspot.com.br/2010/03/contra-escravidao-no-brasil.html).
Situação realmente vergonhosa para o Brasil, que já convive com a mácula histórica de ter sido uma das últimas nações a abolir a escravidão legalizada.
A esperança é de que realmente tenhamos avançado mais uma etapa e transcendido o paradigma da impunidade, pois se assim for, teremos enterrado - de uma vez por todas - essa vergonhosa prática de exploração do homem pelo homem.
Não é à toa que este blog carrega o nome de Spartacus. Foi ele escravizado sim, mas foi quem mais lutou em sua época pela liberdade! A sua luta é também a nossa!
Eu sou Spartacus!

Carlos Carvalho Cavalheiro.

 

domingo, 25 de março de 2012

Raul Seixas e Sorocaba


Estreiando nos cinemas, o documentário "Raul - O início, o fim e o meio", dirigido por Walter Carvalho, retoma aspectos da vida particular e profissional de um dos mais controvertidos artistas brasileiros: Raul Seixas.
Sou um dos poucos privilegiados por ter nascido antes da geração "Toca Raul" e poder, com isso, ter assistido ao vivo a um show desse cantor e compositor em Sorocaba / SP. Não estou menosprezando aqueles que não tiveram a oportunidade de ver pessoalmente o artista. Eu mesmo fui da geração "Toca Doors; toca Janis; toca Hendrix..." e tantos outros que, por um acaso, estavam mortos quando eu era adolescente. Mas tive essa oportunidade de ver, no dia 29 de julho de 1989, num sábado, o show "Panela do Diabo", com Raul Seixas, Marcelo Nova e a banda Envergadura Moral. Foi no Recreativo Campestre, se não me engano, o penúltimo show de Raul. Um mês depois, no dia 21 de agosto de 1989, Raul Seixas foi encontrado morto em seu apartamento.
Lembro-me como se fosse hoje o momento em que Marcelo Nova, cantando no palco e, supostamente cansado de ouvir o público pedir a presença do Raul, ter anunciado ao microfone: "Com vocês, Mister Raul Seixas!".
A imprensa da época notou que Raul Seixas estava debilitado fisicamente e que foi com dificuldade que venceu os dois lances de escada para subir ao palco. Nós, seus fãs, não percebemos isso. Vimos um Raul ativo, cheio de vida, que cantou sucessos do disco ainda não lançado - e que dava o nome ao Show - e outros de sua longa carreira. Arrepiou-nos quando abriu uma folha, como se fosse um pergaminho, e leu os artigos da "Lei de Telema": "Todo homem tem direito de pensar o que quiser / Todo homem tem direito de amar a quem quiser / Todo homem tem direito de viver como quiser / Todo homem tem direito de morrer quando quiser".
Ao fundo, a Banda Envergadura Moral e Marcelo Nova tocando "Sociedade Alternativa".
A notícia da morte de Raul nos deixou meio como órfãos. Em agosto de 1990 fundamos (eu, Hains Gerard Wolf Junior e Luciano Santos Danezi) o primeiro fã-clube de Raul Seixas e Beatles de Sorocaba: "Help / S.O.S", uma alusão às músicas de ambos. Com a extinção desse fã clube, eu e José Mário Ghiraldi fundamos outro fã-clube, agora específico do Raul, em março de 1991: "Mosca na Sopa". A ideia era pesquisar assuntos filosóficos e históricos que apareciam na música de Raul Seixas. Também durou pouco... Um ano ou um ano e pouco.
Relembrar Raul Seixas é como reconstruir uma identidade, lembrar quem fomos e quem gostaríamos de ser. A minha concepção de mundo foi moldada, em parte, por essa filosofia "raulseixista", como ele gostava de expressar.
Vamos aguardar a chegada do filme "Raul - O início, o fim e o meio" em Sorocaba e rememorar aqueles anos em que nos permitíamos sonhar com a Sociedade Alternativa.
Carlos Carvalho Cavalheiro.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Documentário sobre o Unhudo da Pedra Branca

Saiu no Jornal Independente, da cidade de Dois Córregos / SP:



Documentário sobre o Unhudo
Nos dias 16 e 17 de dezembro último, o professor, historiador, folclorista e poeta Carlos Carvalho Cavalheiro, que reside em Sorocaba, esteve em Dois Córregos e em Mineiros do Tietê. Acompanhado do advogado Ricardo Conrado Schadt, veio coletar material e realizar filmagens para um documentário sobre o Unhudo da Pedra Branca (foto: Pedra Branca), que pretende exibir em diversos locais, sobretudo nas duas cidades.O relato dessa viagem está no artigo “Em busca do Unhudo da Pedra Branca – Dois Córregos e Mineiros do Tietê”, escrito pelo professor Cavalheiro. O texto conta histórias que o autor e seu colega ouviram sobre o Unhudo nas duas cidades. Mas também versa sobre fatos históricos relativos aos dois municípios. O artigo, em sua íntegra, pode ser lido no site deste jornal: www.jidc.com.br


Jornal Independente

Matéria da edição nº 802 do dia 20/01/2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Los Omaguacas

Década de 1990 em Sorocaba... O sonho de uma América Latina livre estava no discurso poético de vários cantores e compositores. Nos de Chico Buarque, nos de Milton Nascimento, nos de Mercedes Sosa... E mesmo nos da nossa "irmã" estadunidense, Joan Baez...
A Praça Coronel Fernando Prestes era habitualmente utilizada como palco por um excelente grupo de música andina (creio que eram da Bolívia), chamado "Los Omaguacas". Tive a honra de trocar meia dúzia de palavras com Rosendo R. Martinez, o compositor do grupo. É claro que ele nem se lembra do fato, mas é para mim grata lembrança.
O grupo vendia fitas K7 com músicas próprias e de outros compositores. Quando iniciaram a venda de CDs, adquiri o meu (cuja capa ilustra este post).
Gosto muito de "Morena Linda" e "Libre como el viento", esta última um libelo à Liberdade: "Quiero cantar e volar como los pasaros / y ser libre como el viento"... Pena que não haja a letra completa das músicas, nem no encarte e nem na internet (pelo menos não as encontrei).
Já a música "Nunca digas nunca" eu pretendo usar como tema do filme de western que um dia vou dirigir e produzir... Isso se o Rosendo permitir, é claro. Mas a música é excelente.
Saudades desse tempo em que sonhávamos mais, vivíamos mais e ouvíamos mais a voz da nossa América Latina.
Será que algum dia "Los Omaguacas" retornam a Sorocaba?