domingo, 16 de maio de 2010
Galáxia
Os dedos de pequenas mãos
Desenham o perfeito rascunho
De uma galáxia no chão
O destino das bolas de vidro
Nos pequerruchos deuses ou não
A dança desengonçada se desenvolve
No rodopiar sem qualquer direção
E o destino que há de vir
A advir a toda simples razão
Não brinca nesse espaço
Nessa galáxia em gestação
De colorido o brilho vidro
Vidrados meus olhos estão
Ao ver que as bolas planetas
Obedecem à rítmica formação
Imposta por mãos inocentes
De crianças de pés no chão
Com a cabeça, talvez na lua
Mas com Deus perto do coração.
Carlos Carvalho Cavalheiro
09.03.2009.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Programação no Centro de Cultura Social de São Paulo
CENTRO DE CULTURA SOCIAL
convida
.
Oficina
Libertária 2010:
12/05/10
quarta-feira
19:00
Proudhon e Foucault, por uma “filosofia relacional”
Palestra:
15/05/10
sábado
15:00
Preconceito e Política na Construção da Memória do 13 de Maio
Profa. Dra. Anna Gicelle Garcia Alaniz
(des)encontros anárquicos de literatura
Leia o livro...
traga uma bebida...
15/05/10
sábado
as 20h
“Lavoura Arcaica”
de Raduan Nassar
cinema & anarquia
16/05/10
domingo
as 19h
“Lavoura Arcaica”
direção de Luiz
Fernando Carvalho (Brasil, 2001).
Realização:
Centro de Cultura Social de São Paulo
Rua Gal. Jardim n.º 253 – sala 22 (metrô República)
www.ccssp.org
ccssp@ccssp.org
O Treze de Maio

122 anos da Sociedade 13 de Maio
Recebi, por e-mail, da Brenda Maria o convite abaixo com a programação do evento em homenagem aos 122 anos da Sociedade 13 de Maio, de Curitiba.
Sociedade Treze de Maio
Cultura e alegria como ato de resistência
13 de Maio de 2010 . 122 anos de Memória
É com muita alegria que convidamos a todos para comemorar 122 anos da tradicional Sociedade Treze de Maio.
Comemorar mais de um século de existência não é tarefa fácil para nenhum espaço cultural.
Ainda mais quando o trabalho de existir faz-se do ato de resistir. Sobreviver às pressões sociais,
ao abandono da História e ao pouco caso do poder público com alegria é construir uma vida com garra.
E é assim que a Sociedade Treze de Maio comemora mais um ano de brava luta
para manter abertas suas portas: celebrando sua memória.
PROGRAMAÇÃO
LARGO DA ORDEM
17h . Missa na Igreja do Rosário (Largo da Ordem) 18h . Associação Capoeira Angola Dobrada
19h . Arrastão de Maracatu (da Igreja para a Sociedade)
NA SOCIEDADE
19h . Abertura da Casa
20h . Mestre Sapo e Capoeira Nação (capoeira, maculelê, samba de roda)
20h55 . Combinado Silva Só (Samba de Raiz)
21h20 . Os Encantados (Samba de Terreiro)
22h15. Sessão Solene com Coquetel
22h50 . Mestre Maé e seus Batuqueiros
0h10 . Espinho na Roseira (Forró)
2h . Jam Session (Encerramento com os músicos da Casa com Samba,
Marchinhas, Ciranda, Forró...)
Nos intervalos . Discotecário Bob
*** TRAJE: Fino ou esporte fino Programação sujeita à alterações.
Na Sociedade, a partir das 19h, será cobrado ingresso
no valor de R$ 20,00 e R$ 15,00 (com flyer) ***
PRODUÇÃO
Os Caprichos de Maria
www.oscaprichosdema ria.blogspot. com
APOIO CULTURAL
Maracatu Estrela do Sul Voa Voa Maracatu Brincante Mestre Maé e seus Batuqueiros Téo Arruda
Ricardo Salmazo Capoeira Nação Tabuleiro . Flávia Alves Yuppie! Produções
Areia Branca Caroline Lipca . Assessoria de Imprensa NEAB
Santa Produção! Miriane Figueira . fotografia Verdura Produções
SOCIEDADE TREZE DE Maio
R. Clotário Portugal, 274 – S. Francisco
sábado, 1 de maio de 2010
Assim seja
Todos carregam a espada que enseja
A conquista, o destino e a sina
e a oração de que assim seja.
Ainda que de profecias viva o mundo,
arda os olhos de quem preveja
a destruição antes da vingança
a vingança que o pobre sempre almeja.
a língua feroz e maledicente
ainda assim roça e beija
e os ciganos dançam à noite
em torno da fogueira que lampeja.
Peregrino, de vela na mão
constrói o mundo que ele deseja:
apaga a vela, vai-se a luz
e ainda assim há quem veja
a vergonha de quem se corrompe
e a ruína de quem a morte planeja
Porém nova canção se ouve,
novo dobrar do sino da Igreja.
Carlos Carvalho Cavalheiro
19/04/2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Primeiro de Maio em Sorocaba

Não é recente a luta dos operários pela jornada de oito horas de trabalho diárias. Na América do Norte, o movimento operário pela redução da jornada de trabalho já registrava eventos desde o início do século XIX (1). A tragédia de Chicago, que culminou na condenação à morte de um grupo de anarquistas, teve como ponto culminante a greve iniciada em 1º de maio de 1886 pela jornada de oito horas (2).
Por sinal, esse fato deu início à mobilização mundial pela redução da jornada de trabalho, transformando o Primeiro de Maio em data de combate e de reflexão. Desse modo essa data, o “1º de maio está intimamente ligado ao empenho para a redução do horário de trabalho” (3).
Contribuiu para isso as resoluções votadas no Congresso socialista de Paris de 1889 que “decidiu sobre a mobilização internacional do 1º de maio” (4).
No Brasil, a luta pela redução da jornada de trabalho caminha a passos lentos em fins do século XIX, tendo em vista as características do país que ainda guardava ranços da recém abolida instituição da escravidão e que apenas ensaiava uma incipiente industrialização. Por outro lado, em 15 de junho de 1890, realizou-se, em São Paulo, uma reunião para fundação de um partido operário que trazia em seu programa a fixação de oito horas de trabalho. Essa pode ser considerada “a primeira expressão do movimento dos trabalhadores pelas oito horas” (5).
Logo a seguir, um grupo de ativistas mobilizou-se para comemorar o dia 1º de Maio como o Dia do Trabalhador em São Paulo.
Em uma reunião de socialistas e anarquistas em abril de 1894, em São Paulo, a qual pomposamente denominam de Segunda Conferência dos Socialistas Brasileiros, decidem comemorar o 1º de maio. Infelizmente nada puderam fazer naquele ano, porque a polícia interrompe a reunião e os leva presos (6).
É provável que, em Santos, tenha se dado a primeira manifestação comemorativa ao 1º de Maio, por iniciativa do Centro Socialista fundado por Silvério Fontes e outros (7).
Em Sorocaba, o dia Primeiro de Maio já era comemorado desde o início do século XX, pelo menos. Antes, no dia 23 de abril de 1894, segundo o Relatório do chefe de Polícia, foram presos Alexandre Levy e Angelo Belcote, “que affixavam nas ruas e praças d’aquella cidade, boletins sediciosos e anarchicos que convidavam os operários d’aquella cidade a manifestações socialistas no dia 1º de Maio” (8). O historiador e memorialista Antonio Francisco Gaspar relembra uma comemoração do dia do trabalhador, em 1908, a que ele atribui como sendo a primeira realizada em Sorocaba pelos operários da Fábrica de Chapéus Souza Pereira (9). Após coleta de dinheiro entre os operários, realizou-se um piquenique na fazenda do Banco União, acompanhado de Banda Musical e tiros de fogos de artifício. De fato, não foi a primeira comemoração do 1º de Maio em Sorocaba. Em 1904, por exemplo, já se registrava a comemoração dessa data (10). O Círculo Socialista Enrico Ferri (11) de Sorocaba foi responsável pela organização do evento, que contou com a participação da banda musical da cidade de Sarapuí e, ainda, com a presença do orador socialista Sílvio Pampione, em conferência realizada no Salão do Club dos Atiradores (12).
O Primeiro Congresso Operário Brasileiro, realizado em 1906, definiu como bandeiras de lutas, entre outras, a luta pela jornada de oito horas, com ênfase na organização de celebrações e protestos no dia 1º de Maio (13).
Em várias localidades, iniciou-se a organização do operariado para que a data fosse celebrada em todas as localidades possíveis. A Federação Operária do Rio de Janeiro, por motivo de dissenções entre seus membros, ficou paralisada de fins de 1906 a março de 1907, o que prejudicou na organização das manifestações (14).
Por sua vez, as resoluções do Congresso Brasileiro estavam em consonância com a decisão tomada no Congresso Operário de Bourges, França, em 1904 que se referia a realizar um protesto mundial, no dia 1º de Maio, para obtenção da jornada de oito horas (15).
A redução da jornada de trabalho esteve presente na maioria dos movimentos grevistas de Sorocaba nas primeiras décadas do século XX. Vemos essa reivindicação na fundação do Sindicato de Resistência dos Tecelões de Sorocaba, em 1906 (16). Também é destaque nos primeiros números do jornal O Operário que publicava, com sobejo, artigos sobre o assunto. Já no segundo número desse periódico, em primeira página aparece o artigo intitulado As 8 horas em cujo trecho afirma:
Tão razoável é ella, que já em muitas partes do mundo tem sido acceita e convertida em bella e fecunda realidade, não obstante a inevitável opposição dos ignorantes e egoístas (17).
A jornada de oito horas foi a principal reivindicação das greves de 1911 (18); estava presente nas petições das greves de 1917; foi conquistada de forma precária em 1919; teve ameaça de revogação em 1920 e foi uma das principais bandeiras nas greves de 1927 e 1928.
A luta pela jornada de oito horas começou a ser resolvida em 1932, quando um decreto federal (19) obrigou a implantação da semana inglesa.
Semana ingleza na industria
A superintendência geral das fabricas locaes da Cia. Nacional de Estamparia também estabeleceu, a partir de hoje, o dia de 8 horas, na conformidade com o decreto do dictador Getulio Vargas. Também ahi, por esse motivo, o operariado não escondeu o seu justo contentamento pela conquista que nos colloca ao nível dos paizes que comprehenderam as razões das reivindicações do elemento productor (20).
Antes, em 06 de junho, a Fábrica Votorantim já havia posto em prática a jornada de oito horas para seus operários. Coincidentemente, nesse mesmo ano de 1932, foi um ano de agitações, com uma organização comemorativa ao 1º de Maio com “excepcional decorrência” (21), com greve dos sapateiros que lutavam pela melhoria do salário e contra a intenção de redução do mesmo pelos patrões (22)e, também, dos padeiros que buscavam obter que o serviço das padarias se desse apenas durante o dia. Foi, também, o ano da chamada Revolução Constitucionalista.
A sedimentação do direito à jornada de oito horas se deu em 1934, com a legislação getulista.
Notas:
(1) MELLA, Ricardo. Primeiro de Maio: Dia de luto e luta. Rio de Janeiro: Achiamé, 2005, p. 19.
(2) Idem, p. 27.
(3) DEL ROIO, José Luiz. A história de um dia – 1º de Maio. São Paulo: Ícone, 1998, p. 13.
(4) Idem, p. 45.
(5) Idem, p. 51.
(6) Idem.
(7) Idem, p. 52.
(8) "Relatório apresentado ao secretário dos negócios da Justiça de São Paulo pelo chefe de Polícia Theodoro Dias de Carvalho Júnior", de 31 de janeiro de 1895, documento gentilmente enviado pelo pesquisador Pedro Cunha. AESP, nº E01630.
(9) Diário de Sorocaba, 1º maio 1982, p. 14.
(10) Cruzeiro do Sul, 04 maio 1904, p. 02.
(11) Enrico Ferri era dirigente do PS (Partido Socialista) italiano. Visitou o Brasil em 1908, Cf. PINHEIRO, Paulo Sérgio., HALL, Michael. A classe operária no Brasil. São Paulo: Alfa-Omega, 1979, pp. 142 - 143.
(12) Cruzeiro do Sul, 30 abr 1904, p. 02.
(13) FARINHA NETO, Oscar. Atuação libertária no Brasil. Rio de Janeiro: Achiamé, 2007.
(14) PINHEIRO, Paulo Sérgio., HALL, Michael. A classe operária no Brasil. São Paulo: Alfa-Omega, 1979.
(15) O Operário, 1º maio 1910, p. 01. Ver também: DEL ROIO, Op. Cit., p. 58.
(16) DIAS, Op. Cit. p. 261.
(17) O Operário, 02 ago 1909, p. 01.
(18) BARREIRA, Luiz Carlos. Contribuições da história da escola pública sorocabana para a história da educação brasileira. In LOMBARDI, José Claudinei et al. A escola pública no Brasil: História e historiografia. Campinas: Autores Associados/Histedbr, 2005.
(19) Decreto 21364 de maio de 1932, que regulamentava as oito horas de trabalho industrial.
(20) Cruzeiro do Sul, 07 jun 1932, p. 01.
(21) Cruzeiro do Sul, 03 maio 1932, p. 01.
(22) Cruzeiro do Sul, 18 e 20 maio 1932, p. 04.
domingo, 18 de abril de 2010
Oficina de Sensibilização
Centro de Direitos Humanos e Segurança Pública
“Celso Vilhena Vieira” da Academia de Polícia
Convida para Oficina de Sensibilização:
“A Polícia Judiciária e as Questões Práticas no âmbito das Relações Etnico-raciais”
Evento organizado pelos seguintes órgãos:
Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena
Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra
Núcleo Regional de Ensino da Acadepol — Sorocaba
23 de Abril de 2010— Sexta-feira
Das 9h às 12h
Local: Auditório Jornal Cruzeiro do Sul
Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 2.800 — Alto da Boa vista – SorocabalSP
OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO
“A Polícia Judiciária e as Questões Práticas no Ambito das Relações Etnico-raciais”
MINUTA
DE PROGRAMAÇÃO
09h às 12h - Recepção
- Inscrição 1 Lista de Presença
09h - Abertura
- Composição da Mesa:
1) Diretor do Núcleo de Ensino (fala: 5 mm)
2) Presidenta do Conselho Estadual da Comunidade Negra (fala 10 mm)
3) Coordenadora — Coordenação de Políticas Para a População Negra e Indígena (fala: 20 minutos — prorrogado por + 10, se o caso)
09h40 - Expositor: Indicado pelo Núcleo de Ensino (fala 20 mm — prorrogado por +10 se o caso)
10h - Expositor: Indicado pela OAB (fala 20 mm — prorrogado por +10 se o caso)
10h20 - Expositor: Indicado pela Coordenação, se o caso.
10h40 - Exposição de Caso Prático (local e/ou regional)
11h10 - Perguntas em blocos de 5 para os Expositores
11h30 - Considerações Finais 1 Expositores
11h40 - Entrega de Certificados
- Coffee Break
12h - Encerramento