sábado, 11 de setembro de 2010

O Espírito de Cruzada



As inconsequentes e irresponsáveis declarações do pastor Terry Jones, que ameaçou queimar exemplares do Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) em praça pública, como protesto pela pretensão de se contruir uma Mesquita (templo islâmico) próximo ao local do ataque ao World Trade Center em 11 de Setembro de 2001, revela apenas que ainda se usa a religião como justificativa para realizar atos de discriminação e preconceito.

É o mesmo espírito das Cruzadas que impelia os cristãos europeus a combater os muçulmanos na Terra Santa. Ocorre que nem sempre se esclarece que por trás de tais atrocidades sempre havia interesses outros que não a alardeada defesa da fé religiosa. A conquista de novas terras - escassas na Europa daqueles dias - explica com mais convicção a ânsia de combate do que apenas a questão da religião.

Após as delcarações do pastor Terry Jones, o Jornal Nacional (aquele mesmo, da Rede Globo) destacou em sua reportagem a reação do "mundo islâmico". Coincidentemente, os países apontados são os mesmos nos quais os EUA intervieram militarmente ou pretendem fazê-lo: o Afeganistão e o Irã.

Há alguns dias do anúncio da retirada das tropas estadunidenses do Iraque, o que o pastor conseguiu foi criar um clima de tensão que, se tiver maiores desdobramentos, poderá resultar na permanência e invasão dos EUA nos países citados.

Quando perseguida pelo Império Romano, a Igreja cristã sempre se portou como injustiçada. Parece que agora, para não transparecer incoerência, deveriam os cristãos repudiar as declarações do pastor Terry Jones. Em nome da convivência pacífica e contra a intolerância religiosa.



Fonte consultada (incluindo para a imagem):
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/09/pastor-americano-promete-queimar-o-alcorao-e-coloca-autoridades-em-alerta.html

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Revirando gavetas...

Olhando os meus arquivos antigos do computador, encontrei algumas velhas poesias minhas. Gostaria de compartilhá-las com vocês:

Um Minuto
(14/06/2000)

A fome,
Silenciosa,
Matou
O artista
Em um minuto.
Um minuto de silêncio
Para o artista.
A fome,
Silenciosa,
Matou
A criança
Em um minuto.
Um minuto de silêncio
Para a criança.
A fome,
Silenciosa,
Matou
O idealista
Em um minuto.
Um minuto de silêncio
Para o idealista.

Poesia Engajada
(25/01/2001)

A minha poesia não alcança
Os ouvidos dos oprimidos
Nem sequer é degustada
Pelo paladar dos famintos
E nem por sonho ou fantasia
É sentida pelos excluídos
A minha poesia, então, morreu
E esqueceram de enterrá-la.


INSETO VOADOR
(28.11.1998)

O inseto voador
rodeia a lâmpada elétrica
que não retribuindo
tal idolatria, causa-lhe
a morte num simples
e terno ósculo:
Beijo de Judas.
Qual sedução carrega
em si a luz?
O inseto, redivivo Ícaro,
não resiste aos encantos
da magia de Edison.
Talvez o inseto
não reconheça a morte
disfarçada em vidro
e brilho resplandecente.
Acaso eu também não tenho
feito similar papel?
Não tenho caminhado para a laje
onde serei sacrificado
como o asteca conformado?
Não estarei enfeitiçado
por algum fulgor de chamas
que consumirão minha carne?
O canto da sereia
há de encantar àqueles
que jamais temem o desconhecido,
que aceitam o desafio.
A morte... novo nascimento.
Não se tem medo da morte
se não trauma do nascimento
quando perdemos nosso corpo
chamado então de placenta
e enxergamos a luz,
novamente a tentadora luz
para qual voamos,
não obstante o medo,
tal qual o inseto voador,
tal qual o lendário Ícaro.

Carlos Carvalho Cavalheiro

A queda dos ímpios

Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões; mas os justos verão a queda deles. (Provérbios 29.16).

Nessa época de eleição, com as propagandas dos candidatos a todo o vapor, o último resquício de reflexão e senso crítico que, por ventura, ainda nos resta, toma fôlego e começamos a analisar a cena política brasileira.
Primeiro, saltam aos olhos as incongruências como as alianças espúrias que fazem - com o objetivo único de alcançar o poder - aqueles que se rotulam de "socialistas" com os rótulos gastos e rotos de latifundiários, coronelistas, apoiadores - no passado recente - da ditadura militar. Depois, nos vem o sentimento de impotência. Sem qualquer verniz de polidez ou de educação, os mesmos candidatos, com discursos ultrapassados e medíocres, entram em nossas casas e em nossas vidas de forma abrupta, enchendo as caixas de correspondências de nossas casas, sujando nossas ruas com "santinhos", jornais e panfletos; poluindo sonora e visualmente a cidade com as suas propagandas, interrompendo os poucos momento de lazer e descanso em nossos lares com programas de televisão e rádio. Isso é a democracia, dirão com exímia habilidade. Não, não é democracia. Isso é a ditadura travestida de democracia. Essa é a democracia burguesa, que interessa somente à burguesia. Caso estivéssemos vivendo numa democracia plena, o Estado esclareceria que o artigo 224 da Lei 4737 (Código Eleitoral) diz claramente que: "Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
§ 1º Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição.
§ 2º Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público promoverá, imediatamente a punição dos culpados
".
Em vez disso, faz sempre propaganda pelo "voto consciente", ou seja, na escolha do melhor ou "menos pior" candidato. E o Estado - o próprio que criou o artigo acima - insiste na ideia de que votar em um dos candidatos é fazer política, é um ato de cidadania.
Política não se restringe à eleição. Política é ação. Ação daqueles que desejam realmente que o seu entorno se converta em algo novo e melhor do que se apresenta até então. É, como diria Paulo Freire, a intervenção no mundo (a favor ou contra as classes dominantes: a decisão cabe a cada um).
A política, como disse Bertold Brecht, deve-se diferir da política vigarista, pilantra, corrupta e lacaia.
O povo não precisa de alguém para lhe dizer o que é melhor; nem de mais promessas de ações inócuas, e, muito menos de discursos embolorados e de troca de acusações numa baixaria inferior apenas ao fato dos "Partidos" se acercarem de candidatos ridículos, que dizem não saber o que irão fazer se forem eleitos e que estão ali apenas para comprovar o quão carcomido é o sistema eleitoral deste país. Ou, em hipótese pior, que os tais "políticos" desprezam tanto o povo brasileiro que criaram a coragem de apresentar tamanha imundície de propaganda eleitoral (interessante, o nome propaganda sempre lembra venda de algum produto, não?). Por isso, os ímpios, aqueles que não se conduzem dentro dos parâmetros da República (conforme a etimologia, res= coisa; pública=do povo, de todos), mas ao contrário, agem sempre contra o bem comum e em favor do seu único e próprio benefício, esses se aproveitam de nossa inércia e continuam a controlar o país. Esses são os ímpios... mas a queda deles é certa!

sábado, 4 de setembro de 2010

Estou voltando...


Por que o "gerúndio" no título? É que ainda estou bastante ocupado com outras tarefas, o que tem me impedido de dar continuidade ao Blog. Mas, à guisa de retorno - aos poucos - resolvi fazer esta postagem. Como o meu retorno ao blog é um processo em andamento, resolvi colocar o verbo voltar no gerúndio, dando a impressão de movimento, de processo mesmo.
Assim, tenham um pouco de paciência. Eu volto, definitivamente. Até lá, estou voltando...

Recebi da amiga Beleni Grando, professora da UNEMAT a mensagem abaixo, que compartilho com vocês. Bom final de semana e feriado prolongado.


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Beleni Grando
Data: 1 de setembro de 2010 21:38
Assunto: Seminário Indígena em Cuiabá - Inscrições de trabalhos
Para:

Olá Colegas,

Em virtude das demandas específicas dos trabalhos recebidos para comunicações orais indígenas no nosso evento III Simpósio de Cultura Corporal e Povos Indígenas “Jogos Indígenas: saúde e educação intercultural” & Seminário Práticas Corporais e Educação Intercultural: Jogos dos Povos Indígenas do Brasil, que se realizará nos dias 9, 10 e 11 de Setembro próximo, em Cuiabá-MT, no Campus da UFMT, encaminhamos, professora Letícia da SEDUC/MT, Maria Beatriz Ferreira da Unicamp e eu, Beleni Grando da UNEMAT, a mudança das normas de recebimento de trabalhos para o evento, considerando que estaremos organizando diferentes formas de publicações: http://www.unemat.br/eventos/seminarioindigena/downloads/iii_sem_indigena_frente_folder_.jpg

1. vamos publicar um Caderno de Resumo - com todos os resumos dos trabalhos que serão apresentados da temática do evento e os resumos dos minicursos e oficinas que acontecerão, junto com a programação geral
Resumo: O resumo deve conter a indicação do tema, introdução, objetivos, metodologia, resultados e conclusão. O resumo do trabalho deve apresentar de 250 a 500 palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento simples; sem parágrafo, contendo ao final 3 palavras-chave. Incluir no resumo somente texto.

2. após as apresentações dos trabalhos, estaremos convidado os melhores trabalhos para compor uma publicação em livro, dando um prazo maior para que os autores possam escrever melhor seus textos completos.

Assim, decidimos que até o dia 05, conforme previmos o prazo de inscrições, vamos receber trabalhos dos inscritos para apresentação, no dia 6 vamos fechar a avaliação para no dia 9 entregarmos os Cadernos de Resumos aos inscritos no evento, a fim de que possam acompanhar toda a programação. http://www.unemat.br/eventos/seminarioindigena/?link=programacao

Para mais informações sobre o nosso evento, acesse o site: www.unemat.br/pesquisa/coeduc - no link III Seminário Indígena, lá poderá encontrar a programação assim como as demais informações sobre as temáticas em debate, espaços e formas de apresentações (mesmo os vídeos e fotografias devem ser apresentados em formato de resumo, para orientar os participantes sobre o conteúdo e objetivo dos mesmos).

Divulguem por favor aos demais colegas que estudam ou orientam a temática do evento.

Abraços,
Beleni

Condições gerais:

1. Estar inscrito no evento ou ser convidado pela comissão organizadora;

2. Cada autor poderá inscrever, no máximo, dois trabalhos, seja na condição de autor ou de co-autor;

3. Em caso de trabalhos em co-autoria, os co-autores devem também se inscrever e efetuar o pagamento da inscrição.

4. A taxa de pagamento da inscrição não será devolvida.

5. Os resumos e os textos completos aprovados pela comissão científica serão publicados em formato de Resumo para o evento, e posteriormente, aprovados os textos completos, uma publicação em formato de livro.

Resumo: O resumo deve conter a indicação do tema, introdução, objetivos, metodologia, resultados e conclusão. O resumo do trabalho deve apresentar de 250 a 500 palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento simples; sem parágrafo, contendo ao final 3 palavras-chave. Incluir no resumo somente texto.

Grupo de Trabalho Temático:
GTT 1 - Saúde e Esporte Indígena – Dr. Itamar Adriano Tagliari (Unicentro);
Dra. Maria Beatriz Rocha Ferreira (Unicamp).
GTT 2 - Educação Escolar Indígena e Formação de Professores – Dra. Joelma
Parente Alencar (UEPA); Dra. Marina Vinha (UGD).
GTT 3 - Educação Intercultural na Escola e a Lei 11.645/08 (temática indígena)– Dra. Artemis
Soares (UFAM); Dra. Maria do Socorro Craveiro (UFAC).
GTT 4 - Educação e Criança Indígena – Dra. Beleni Saléte Grando (UNEMAT);
Ms. Fátima Resende (SEDUC/MT).
--
Professora Dra. Beleni Grando
NEPE - Mestrado em Educação
Campus Regional de Cáceres
Cavalhada II - Cáceres-MT - 78.200-000
Telefax(65) 32210519 - 8115-9676
www.cbce.org.br
http://www.unemat.br/pesquisa/coeduc/
"Ajustemos o foco da nossa mente ao aspecto alegre da vida" (Masanobu Taniguchi)

Professora Dra. Beleni Grando
NEPE - Mestrado em Educação
Campus Regional de Cáceres
Cavalhada II - Cáceres-MT - 78.200-000
Telefax(65) 32210519 - 8115-9676
www.cbce.org.br
http://www.unemat.br/pesquisa/coeduc/
"Ajustemos o foco da nossa mente ao aspecto alegre da vida" (Masanobu Taniguchi)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Comunicação Não-Violenta abre o diálogo para a resolução de conflitos

O amigo Juliano Sanches, de Campinas, com quem escrevi um livro ("O que é Folia de Reis"), enviou uma mensagem sobre a Unipaz e a não-violência. Reproduzo, abaixo, a mensagem do Juliano:

Comunicação Não-Violenta abre o diálogo para a resolução de conflitos

A Unipaz – Campinas tem um encontro marcado com quem quer ter excelência nos relacionamentos

A CNV (Comunicação Não-Violenta), desenvolvida pelo psicólogo norte-americano, Marshall Rosenberg, atua na promoção de parcerias e meios de cooperação. A proposta tem por fim incentivar a empatia por meio da comunicação. É uma comunicação com ênfase nos valores universais. É dar novos significados ao diálogo e, consequentemente, mudar e melhorar a convivência, de modo a apaziguar e gerar harmonia. Tem por modelo ético o não-estabelecimento de rótulos entre as pessoas e a não-dominação. Coloca em posição de igualdade os interlocutores. Em 2009, o aluno de Marshall Rosenberg, Dominic Barter, foi convidado pela Unipaz - Campinas (Universidade Internacional da Paz Campinas) (localizada no Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores, Washington Luiz, 570, no Jardim Leonor, 3201-0128, www.unipaz.net) para realizar o Seminário sobre Comunicação Não-Violenta, durante o Curso de Formação Holística de Base. E Dominic Barter desenvolve formações em CNV em vários países. A partir do Seminário, o alemão residente no Brasil, Sven Fröhlich-Archangelo, que participou da formação, criou o projeto de Grupo de Estudos e Práticas de CNV, de modo a facilitar o aprendizado sobre o tema. O próximo encontro vai ocorrer em 15 de julho. Desde abril de 2010, os encontros despertam o interesse de pessoas de várias cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e de todo o Estado, como Ribeirão Preto, São Paulo, Jundiaí. São dois encontros por mês e ocorrem a partir das 19h.
No mundo globalizado, a interatividade da informação deu espaço para empresas ágeis, que se atualizam constantemente. É fato que o profissional, a clínica, a instituição educacional e a empresa que estagnam não chegam aonde querem. Por outro lado, as instituições e os profissionais que optam pela educação continuada possibilitam o enriquecimento do repertório cultural, profissional e intelectual. E, assim, as equipes de vendas e gestão, por exemplo, aprendem a lidar, com eficácia, com o cliente, a ponto de conhecê-lo e entender até suas particularidades. Isto é Unipaz – chegar aonde você quer. E o Grupo de Estudos e Práticas de Comunicação Não-Violenta, por sua vez, vem ao encontro da proposta de expandir a resolutividade das relações sociais e de chegar aonde você quer, numa dinâmica assertiva, em que se torna uma opção eficaz de educação continuada, capaz de suprir os déficits de várias áreas de atuação, sejam clínicas, educacionais ou de gestão.
O Grupo de Estudos e Práticas de Comunicação Não-Violenta é direcionado para educadores, facilitadores, terapeutas, profissionais de saúde, líderes comunitários, agentes sociais do Terceiro Setor, gestores, profissionais da área de negócios, empreendedores sociais e todas as pessoas interessadas em autodesenvolvimento, autoconhecimento e celebração da paz. A entrada é de graça. É importante confirmar a presença pelo e-mail campinas@unipaz.net ou pelo telefone 3201-0128.

Mais informações com o assessor de imprensa, Juliano Sanches, pelos telefones 3276-0654, 9163-9214. E-mail: julianoluis@ig.com.br

domingo, 11 de julho de 2010

O Saci vive na roça?

Se Saci vive na roça?

Isso é fáci respondê

Na cidade, faz troça

no sertão, cavalo corrê

é perarta em quarqué lugá

o tar do Saci-Pererê...



Carlos Carvalho Cavalheiro
11/07/2010.

Acessem o site: www.crearte.com.br/saci.htm para saber mais sobre o Saci (e, também, enviar as suas histórias, poesias ou desenhos sobre esse peralta).

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas



Recebi, através de e-mail, a comunicação abaixo:

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas



Publicação foi traduzida para o Guarani e será lançada, hoje (dia 01/07/2010), no Mato Grosso do Sul.

Será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de julho, o lançamento da primeira Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha, cuja ilustração foi produzida a partir de um concurso, aberto à participação dos países do Mercosul e realizado dentro do projeto cultural Ava Marandu - Os Guarani convidam, foi editada em guarani, português e espanhol. O Projeto Ava foi realizado de janeiro a junho deste ano e teve a participação direta de sete aldeias Guarani do Mato Grosso do Sul.
Além do lançamento da Cartilha, a cerimônia, que será realizada na sede do Pontão Guaicuru, terá ainda a premiação dos vencedores dos concursos de Redação, Poesia, História em Quadrinhos e Desenho - Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, também realizados no âmbito do Projeto Ava Marandu, e do vencedor do Concurso de Ilustração da Cartilha da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha foi traduzida para o Guarani pela equipe de professores da aldeia Te’ýikue formada por Eliel Benites, Edson Alencar, Cajetano Vera e Lídio Cavanha Ramires.
“Além de contribuir significativamente para a divulgação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, esta publicação, também na língua Guarani, oferece ao povo desta etnia uma ferramenta que poderá ser utilizada nas escolas indígenas, permitindo a apropriação do conteúdo da declaração, e contribuindo para o fortalecimento desta que é uma das línguas mais faladas no Brasil, e uma das línguas oficiais do Mercosul”, afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao comentar a importância da publicação do documento.
O Pontão Cultural Guaicuru justifica no texto de apresentação da Cartilha que “a primeira tradução do texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas para a língua Guarani kaiowá é uma conquista do Projeto Ava Marandu e ajudará crianças, jovens, adultos e idosos da etnia a conhecer e lutar para fazer valer os direitos humanos e o respeito ao universo indígena”.
A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas foi adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007. De acordo com o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC), Giancarlo Summa, ela é um instrumento para ser usado na luta dos povos indígenas do mundo inteiro pela afirmação de seus direitos. “É importante que a Declaração se torne cada vez mais conhecida e difundida e seja traduzida no maior número possível de línguas indígenas”, lembrou Summa.
“Conhecer nossos direitos, na nossa própria língua, é o primeiro passo para que esses direitos sejam efetivamente respeitados. A tradução para o Guarani da Declaração, realizada no âmbito do projeto Ava Marandu, é de extrema relevância, prática e simbólica, e merece o reconhecimento, e o agradecimento, de todos”, completou o diretor do UNIC.

O Pontão de Cultura Guaicuru fica na Rua Treze de Maio, 727, Vila Santa Dorothéia, em Campo Grande - MS.
(Heli Espíndola/Comunicação/SID)

Comunicação SID/MinC
Telefone: (61) 2024-2379 (61) 2024-2379
E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br
Acesse: www.cultura.gov.br/sid
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Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc